Marinho diz que seguirá “militando” para acabar com saque-aniversário

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, voltou a dizer, nesta quarta-feira (26/2), que é contra a continuidade do modelo do saque-aniversário. Em entrevista coletiva, Marinho afirmou que continuará “militando para acabar com o saque-aniversário”.

O governo federal publicará, nesta sexta-feira (28/2), medida provisória (MP) que libera o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) a trabalhadores que foram demitidos, entre janeiro de 2020 até a data da publicação da MP, e aderiram ao saque-aniversário — perdendo, assim, o acesso ao montante.

Questionado se a liberação do FGTS para quem optou pela modalidade do saque-aniversário demonstra uma tentativa de recuperar a boa avaliação do governo Lula (PT), Marinho afirmou que a decisão “não tem absolutamente nada com queda de popularidade“.

“Eu vou continuar militando para acabar com o saque-aniversário. Porque aqui tem vários atores nessa mesa, não só somente os bancos, tem os trabalhadores, que são os atores principais, e tem a construção civil”, frisou o ministro em entrevista coletiva.


Saque-aniversário

  • A modalidade do saque-aniversário foi instituída no governo Jair Bolsonaro (PL), em 2020, para ampliar a circulação de dinheiro na economia.
  • A iniciativa permite ao trabalhador realizar o saque de parte do saldo de sua conta do FGTS, anualmente, no mês de seu aniversário.
  • Ao optar pela modalidade do saque-aniversário, em caso de demissão, o trabalhador só poderá sacar o valor referente à multa rescisória — ou seja, não é permitido retirar o valor integral da conta.
  • A adesão ao saque-aniversário é opcional. Quem não optar pela adesão permanece na sistemática-padrão, que é o saque-rescisão.
  • No saque-rescisão, quando o trabalhador é demitido sem justa causa, tem direito ao saque integral da conta do FGTS, incluindo a multa rescisória, quando devida.
  • O trabalhador pode sair do saque-aniversário e voltar para o saque-rescisão, mas a mudança só terá efeito dois anos depois da data da solicitação de retorno à modalidade-padrão.

Para Marinho, o saque-aniversário é uma “distorção do papel do fundo”.

“O governo não decide essas questões sozinho. Ao consultar o parlamento, me disse que não tem chance de prosperar. Não vou ficar insistindo em uma coisa que não tem chance de prosperar”, destacou.

Em outra ocasião, Marinho chamou a modalidade de “encalacrada” criada pelo governo anterior. Ele alega que o trabalhador fica prejudicado em caso de demissão. Outro argumento usado é que o saque fragiliza o financiamento do sistema habitacional, em especial o Minha Casa, Minha Vida (MCMV), e diminui as metas que o Conselho Curador do FGTS contrata a cada ano.

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Marinho faz parte do 1º escalão do presidente Lula (PT)

Ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, durante coletiva
Ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, durante coletiva
Ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, durante coletiva
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Luiz Marinho é o titular do MTE no terceito mandato do presidente Lula (PT)

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Marinho faz parte do 1º escalão do presidente Lula (PT)

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