Falência da Teka é oficializada pela Justiça; entenda por que a administração judicial vê o fato como uma salvação para a empresa

Em extensa coletiva de imprensa realizada na tarde desta quinta-feira, 27, representantes da administração judicial e diretores explicaram sobre o processo de falência da Teka, chamada de falência continuada, que foi enfim decretada pelo juiz Uziel Nunes de Oliveira, da Vara Regional de Falências e Recuperações Judiciais e Extrajudiciais em Jaraguá do Sul.

Além dos detalhes do processo, foi revelado o valor da dívida da empresa: são R$ 4 bilhões em débitos, entre impostos, dívidas trabalhistas, dívidas com fornecedores, entre outros. Por isso, a gestão do processo de recuperação judicial – que se prolonga desde 2012 – acredita que nenhum fato novo possa fazer com que essa dívida se torne pagável.

Como a empresa conseguiu se reestruturar, se manter competitiva e manter produção e funcionários – agora sem falta de pagamentos recentes ou recolhimentos de direitos -, a falência é continuada, ou seja, continua funcionando até que o patrimônio seja liquidado e todos os credores pagos.

Com o pedido de falência, a empresa deverá ir a leilão. Os próximos passos do processo são o levantamento dos bens e patrimônios, a avaliação de valores e o leilão de fato. Os valores pagos pela Teka serão repartidos, e inclusive trabalhadores que são credores da empresa serão beneficiados e ressarcidos.

Da decisão cabe recurso em estâncias superiores, mas, mesmo que haja recurso, o processo terá continuidade, tendo alterações apenas se forem a mando da Justiça.

Falência da Teka: longo processo

Porta-voz da administração judicial, o advogado Pedro Cascaes Neto afirmou que poucas vezes se viu na história um processo de recuperação judicial tão longo. “Ele se arrastou por 13 anos. Havia sempre uma esperança de que um fato novo iria reverter a situação, mas isso não aconteceu e a dívida se tornou impagável”.

Segundo o advogado, a Teka é atualmente a empresa mais devedora de tributos federais de Santa Catarina, segunda maior do Sul do Brasil e entre as 15 maiores do Brasil.

“Podemos agora dizer com tranquilidade que se encontra um caminho saudável e definitivo para encerrar essa trágica epopeia que a recuperação judicial da Teka, com um caminho seguro, trabalhadores trabalhando, fornecedores recebendo e clientes comprando”, afirma Pedro.

Segundo o administrador judicial, o sindicato laboral e os Ministérios Públicos de primeira e segunda instância – além, agora, do juiz Uziel Nunes de Oliveira – corroboram que este processo de falência continuada é a melhor alternativa para o processo. Ele explica ainda que o vencedor do leilão não assumirá a dívida de R$ 4 bilhões.

A Teka conta atualmente com 2 mil funcionários entre as empresas sediadas em Blumenau e Artur Nogueira (SP).

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