Caged: Geração de emprego no Brasil segue forte, diz economista

O Brasil registrou um crescimento impressionante no mercado de trabalho em junho, abrindo 201.705 vagas formais, conforme dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Esse resultado superou significativamente as expectativas dos economistas, que previam uma criação líquida de 160.000 vagas, de acordo com uma pesquisa da Reuters.

Com desaceleração, o nível de geração de emprego no Brasil segue forte, o que corrobora nossa projeção de desaceleração gradual do ritmo da atividade doméstica (que ainda deve ter PIB forte no 2T24, atualmente projetado em +0,7%)”, avalia Leonardo Costa, economista do ASA.

Abertura de Vagas Supera Expectativas

Caged: Geração de emprego no Brasil segue forte, diz economista

O desempenho do mercado de trabalho em junho foi destacado por 2.071.649 admissões e 1.869.944 desligamentos, resultando no saldo positivo de 201.705 vagas. Este foi o maior saldo para o mês desde 2022, quando foram abertas 277.944 vagas. Comparado a junho de 2023, que teve 157.198 novos postos, o aumento é significativo.

Ainda segundo análise de Leonardo Costa, a geração de 201,7k postos de trabalho (s/sazonalidade o saldo foi de 161,4k postos de trabalho), é um dado melhor que o registrado no mês anterior.

“Ainda observamos efeito negativo das enchentes no Rio Grande do Sul no mercado de trabalho, com o estado ainda registrando saldo negativo de vagas (mas em ritmo menor que o observado em maio). A média móvel de 3 meses foi de 170k postos de trabalho gerados, desacelerando em relação a maio”, diz o economista.

Setores Econômicos em Alta

Os cinco principais setores econômicos apresentaram crescimento no número de vagas. O setor de serviços liderou com a abertura de 87.708 postos de trabalho, seguido pelo comércio com 33.412 vagas. A indústria e a agropecuária também contribuíram positivamente, enquanto a construção civil adicionou 21.449 novas vagas.

São Paulo se destacou como o estado com o maior número de vagas criadas, totalizando 47.957 novos postos, um aumento de 0,34% em relação ao mês anterior. Em contraste, o Rio Grande do Sul, impactado por enchentes severas em maio, foi a única unidade federativa a apresentar saldo negativo, com uma perda de 8.569 postos de trabalho, uma queda de 0,30%.

Impacto das Calamidades

Em maio, o Brasil registrou o menor saldo mensal de criação de empregos formais do ano, com 131.811 novas vagas. Este foi o resultado mais baixo para o mês desde 2020, devido aos impactos econômicos da pandemia. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, as enchentes no Rio Grande do Sul prejudicaram significativamente os números de maio. Sem esses eventos adversos, o saldo nacional teria se equiparado ao de maio do ano anterior.

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