Engenheiro Tharsis Victor Pires Campos morre em Brasília, aos 80 anos

O engenheiro eletricista Tharsis Victor Pires Campos (foto em destaque) morreu nessa terça-feira (25/2), aos 80 anos, em Brasília. Ele estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Sírio-Libanês havia três meses, em decorrência de complicações de um acidente vascular cerebral (AVC).

Tharsis nasceu em Catalão (GO), a 314 quilômetros da capital federal. Ele era o penúltimo nascido em uma família de oito irmãos. Na adolescência, mudou-se para Belo Horizonte (MG), onde concluiu o ensino médio e se formou em engenharia elétrica pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Durante a graduação, o engenheiro conheceu Ana Maria Fonseca e Campos, com quem namorou e, depois, casou-se assim que chegou a Brasília, em 1971. O casal viveu junto por mais de 50 anos.

Na capital do país, Tharsis construiu a carreira profissional e família. Ele ingressou como funcionário na antiga Telebrasília, onde permaneceu até a aposentadoria, e teve quatro filhos com a esposa: Alexandre, Ana Lúcia, Ricardo e Tharsis. Além deles, o engenheiro deixa oito netos e dois bisnetos.

Veja fotos:

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O goiano era engenheiro eletricista da Telebrasília

Ele morreu aos 80 anos, em Brasília
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Tharsis e a esposa Ana Maria Fonseca e Campos

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O goiano era engenheiro eletricista da Telebrasília

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Ele morreu aos 80 anos, em Brasília

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Tharsis morou grande parte da vida na Asa Sul. No início dos anos 2000, ele e Ana Maria se mudaram temporariamente para Buenos Aires, na Argentina. Porém, cerca de cinco anos depois, voltaram ao Distrito Federal.

Ricardo Fonseca e Campos, um dos filhos mais novos do engenheiro, conta que o pai gostava de estar perto da família e que era preocupado em dar boas condições à família.

“A gente fala que ele era mais tímido, até caladão. E gostava de estar com minha mãe o tempo todo. Foi um cara bem rigoroso com si mesmo e com os filhos, na parte da educação. Mas, também, um homem sempre muito educado, sereno e calmo”, descreveu o filho.

Conhecido por ser mais caseiro, Tharsis gostava de passar o tempo com música no ambiente. Artistas como Bob Dylan e Elvis Presley estavam entre os preferidos dele. “Ele ainda acompanhava noticiários e esportes diariamente, e sofreu muito com o Fluminense no futebol”, ressaltou Ricardo.

Para o filho, o pai deixa um legado de cuidado com os parentes e de dedicação ao trabalho em Brasília. “Ele era sempre muito correto. Ajudou bastante na infraestrutura de telecomunicação da cidade. Era um homem íntegro e honesto em tudo”, completou.

Em novembro passado, o engenheiro teve um AVC hemorrágico. Ele passou 99 dias internado no hospital. Nesse período, Tharsis enfrentou complicações, mas teve a família ao lado durante todo o tempo em que permaneceu hospitalizado.

Ele faleceu às 6h30 dessa terça-feira (25/2). Parentes e amigos se despediram do goiano em uma cerimônia no Cemitério Campo da Esperança, na manhã desta quarta-feira (26/2). O corpo do engenheiro seguirá para Catalão e será enterrado no Cemitério Municipal.

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