Consignado de Lula: armadilha ou salvação dos endividados?

O governo Lula lançou uma bomba-relógio financeira que pode explodir na cara dos trabalhadores brasileiros: o novo empréstimo consignado, vendido como uma solução milagrosa, mas que, na verdade, tem tudo para ser um tiro no próprio pé. Em um país onde o endividamento já sufoca dezenas de milhões de famílias, essa armadilha populista corre o risco de afundar ainda mais os brasileiros em um ciclo vicioso de dívidas, trocando um peso por outro ainda mais traiçoeiro.

Especialistas alertam: o que parece um alívio momentâneo pode se transformar em uma corrente que vai arrastar a economia pessoal de quem cair nessa cilada.

Dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, via Agência Brasil, mostram que, até o fim da tarde de sexta-feira (21), mais de 15 milhões de simulações já haviam sido feitas por meio do aplicativo e do site da Carteira de Trabalho Digital, que reúne 68 milhões de trabalhadores cadastrados. Desse total, 1,5 milhão já pediu propostas aos bancos, e cerca de 1,4 mil contratos foram assinados.

Mas o ritmo alucinante não parou por aí: até as 18h de domingo (23), o número de simulações explodiu para mais de 40 milhões, somando 40.180.384 pedidos, com 4,5 milhões de propostas apresentadas e 11.032 contratos fechados. É uma febre que assusta e acende um alerta vermelho.

“Tenha paciência, só pegue esse empréstimo em caso de extrema necessidade, como para trocar uma dívida cara por uma mais barata ou fazer um investimento realmente essencial”, aconselhou o ministro do Trabalho, Rogério Marinho. em entrevista ao programa A Voz do Brasil.

Palavras sensatas que, infelizmente, podem se perder no desespero de trabalhadores iludidos por um crédito que promete juros mais baixos, mas esconde armadilhas. O programa, criado por medida provisória no dia 12, usa até 10% do saldo do FGTS ou a totalidade da multa rescisória como garantia, com parcelas que podem comer até 35% do salário bruto. Parece tentador, mas é um convite para o caos financeiro.

Banqueiros gulosos

A partir de 25 de abril, a coisa fica ainda mais perigosa: além da migração do crédito direto ao consumidor (CDC) para essa nova modalidade, os bancos vão liberar contratações em seus canais digitais. Em junho, a portabilidade entre instituições financeiras entra em cena, o que pode parecer uma vantagem, mas também abre brecha para uma guerra de ofertas que vai seduzir ainda mais trabalhadores despreparados.

Com mais de 80 bancos e instituições financeiras plugados no eSocial, o sistema que expõe os dados trabalhistas de milhões, o acesso ao perfil dos empregados da iniciativa privada — incluindo domésticos, rurais e contratados por MEIs — vai virar um prato cheio para o mercado financeiro.

A promessa é de crédito mais barato para até 47 milhões de pessoas, mas o custo real pode ser devastador. Endividamento recorde, perda de controle financeiro e um FGTS comprometido são apenas o começo. O governo quer posar de salvador, mas está empurrando os trabalhadores para um precipício.

Fica o aviso: cuidado com essa corda disfarçada de boia — ela pode te puxar para o fundo.

The post Consignado de Lula: armadilha ou salvação dos endividados? appeared first on Ver-o-Fato.

Adicionar aos favoritos o Link permanente.