A cada 28 minutos, um morador do DF é vítima de estelionato virtual

A cada 28 minutos, um morador do Distrito Federal cai em um golpe aplicado pela internet. As vítimas dos conhecidos estelionatos virtuais somaram 18.572 registros de ocorrência na Polícia Civil (PCDF) no ano passado. De acordo com a corporação, o estelionato virtual representa quase 70% de todos os crimes virtuais registrados no DF em 2024.

Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2024 apontam o DF como a quarta unidade da federação com mais ocorrências de estelionatos por meio virtual, ficando atrás somente de Santa Catarina, Minas Gerais e Pará, respectivamente.

Em novembro de 2024, a PCDF desarticulou uma quadrilha que operava online aplicando golpes em todo o país. A operação resultou no bloqueio de mais de R$ 1 milhão em contas bancárias para ressarcir as vítimas.

Os criminosos utilizavam ligações telefônicas para se passar por representantes de bancos, induzindo vítimas a baixar um falso antivírus.

O software instalava o malware GhostRat, permitindo acesso remoto aos celulares das vítimas para realizar transações financeiras ilegais. Durante buscas, foram encontrados R$ 556 mil e US$ 4 mil em uma das residências. Os envolvidos foram indiciados por fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Já em fevereiro de 2025, a PCDF desmantelou uma quadrilha especializada em golpes de phishing contra servidores do Governo do Distrito Federal (GDF).

Os criminosos se passavam por funcionários bancários e induziam as vítimas a instalar aplicativos maliciosos, permitindo acesso remoto aos dispositivos.

Uma das vítimas, uma idosa de 60 anos, teve R$ 340 mil subtraídos da conta bancária. A operação resultou na prisão de cinco pessoas em São Paulo.

Diante dos dados, o Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF) alerta que a capital federal está vulnerável e atribui o fato à falta de “investimentos adequados nos policiais civis, principais responsáveis pela segurança digital da região”.

“Se não houver investimento, reforço no efetivo, capacitação e valorização profissional dos investigadores, poderemos enfrentar um colapso da segurança virtual muito em breve, pois o crime organizado, por meio das facções, tem ocupado cada vez mais espaço no ambiente digital, e o DF é um alvo destacado”, alerta o sindicato.

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