Sempre com fome? Entenda como os picos de glicose aumentam o apetite

A sensação de estar com fome o tempo todo definitivamente não é normal. Muitas vezes, a vontade de dar aquelas beliscadinhas ao longo do dia pode estar atrelada a situações emocionais. No entanto, há pessoas que não relatam nenhum tipo de tensão e, mesmo assim, têm um apetite insaciável.

De acordo com a nutricionista do Metrópoles Juliana Andrade, um dos principais motivos por trás da “fome de leão” está associado a uma dieta rica em carboidratos simples e alimentos ultraprocessados.

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Alguns alimentos, como grãos integrais, legumes, frutas, carnes magras, leites e derivados podem ajudar a baixar o excesso de açúcar no sangue

A glicose alta, também conhecida por hiperglicemia, acontece quando a taxa de açúcar no sangue está acima de 100 mg/dL
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A glicose é um carboidrato e é utilizada pelas células como principal fonte de energia

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Alguns alimentos, como grãos integrais, legumes, frutas, carnes magras, leites e derivados podem ajudar a baixar o excesso de açúcar no sangue

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A glicose alta, também conhecida por hiperglicemia, acontece quando a taxa de açúcar no sangue está acima de 100 mg/dL

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A especialista revela que quando priorizamos esse tipo de alimento há um aumento dos picos de glicose no sangue. Rapidamente, esses níveis sofrem uma queda e acaba gerando aquela vontade de comer de novo.

Entenda

  • A especialista também revela outros motivos que podem acabar aumentando o apetite, como não ter o hábito de comer proteínas e fibras nas refeições. Esses grupos alimentares são essenciais para prolongar a sensação de saciedade.
  • Pular algumas das refeições também pode ser uma das causas para a fome desregrada.
  • A qualidade do sono e o estresse também foram citadas pela nutricionista como um dos problemas da “gula”. Segundo a expert, quando não dormimos o suficiente, ocorre um desequilíbrio hormonal. Ela explica que, nesses casos, há um aumento da grelina, o hormônio da fome, como também a redução da leptina, o hormônio da saciedade – o que intensifica a sensação de fome.
  • Já o estresse faz com que haja um aumento dos níveis de cortisol, levando muitas pessoas a buscarem aqueles alimentos confortáveis, geralmente ricos em açúcar e gordura, intensificando o ciclo de alimentação emocional.

Nutricionista ensina como driblar a sensação de fome constante

Para Juliana Andrade, a melhor forma de manter o apetite sob controle é privilegiando uma dieta e rotina saudáveis. Quando se trata dos alimentos que vão frear a fome, ela indica as fibras, proteínas e gorduras “boas”.

“Para as pessoas que já tem essa tendência, eu indico que aumente a ingestão de grãos integrais, legumes, frutas, castanhas e fontes magras de proteína nas refeições. Dessa forma, vemos que a energia é liberada de forma gradual, mantendo a sensação de saciedade por mais tempo. Essa escolha nutricional evita picos de glicose e as consequentes quedas bruscas que levam à fome”, ressalta Juliana.

Mulher branca e jovem, de cabelos lisos pretos, enchendo um copo de vidro de água. Com a mão direita ela segura a garrafa. - Metrópoles - verão
Manter a hidratação é fundamental para atravessar as ondas de calor no verão

Outra dica importante é manter-se hidratado. Segundo a especialista, a sede muitas vezes é confundida com a fome. “Também recomendo incluir lanches saudáveis na rotina. E, claro, a prática de atividades físicas regulares vai contribuir para estabilizar o apetite”, comenta.

Mais do que adotar as estratégias listadas, Juliana reforça a necessidade de estar atento aos sinais do corpo, para que seja possível distinguir se é, de fato, a fome física ou a emocional.

“A prática da alimentação consciente pode ajudar nesse processo. Técnicas de meditação e momentos de pausa durante as refeições auxiliam na identificação dos sinais de saciedade, promovendo escolhas alimentares mais intuitivas e equilibradas”, reforça.

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