Zelensky diz que Rússia segue atacando instalações de energia

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, criticou nesta terça-feira (1º/3) os ataques russos contra instalações de energia ucranianas e pediu que os Estados Unidos ampliem as sanções contra Moscou para aumentar a pressão sobre o Kremlin.

Na semana passada, os EUA divulgaram dois comunicados anunciando um suposto cessar-fogo nos bombardeios a infraestruturas energéticas na Rússia e na Ucrânia. No entanto, não foram especificadas datas ou condições para a implementação da medida. O líder norte-americano Donald Trump, que tem se posicionado como um mediador, teve um papel ativo nas negociações.


Paz continua em jogo

  • Na segunda-feira (31/3), o governo sueco anunciou um novo pacote de ajuda militar à Ucrânia no valor de 16 bilhões de coroas suecas (cerca de US$ 1,59 bilhão), o maior desde o início da invasão russa em fevereiro de 2022.
  • O presidente da França, Emmanuel Macron, já havia anunciado orçamento de ajuda militar no valor de 2 bilhões de euros.
  • A Europa decidiu intensificar seu apoio à Ucrânia, a partir da desconfiança dos líderes europeus sobre a inconstância do governo dos EUA, liderado por Donald Trump.
  • Diante dos novos desdobramentos, como os novos ataques contra instalações energéticas, uma proposta de cessar-fogo incondicional segue longe de entrar em vigor.
  • Líderes europeus estudam ampliar sanções econômicas, como estratégia para que o Kremlin aceite um acordo de trégua o mais rápido possível, para que o conflito que ocorre há três anos se encerre.

Nesta terça-feira, tanto Rússia quanto Ucrânia se acusaram mutuamente de violar o acordo para evitar ataques a instalações energéticas. No entanto, até o momento, não há confirmação oficial de um pacto formal entre as partes.

Zelensky afirmou que o ministro da Defesa da Ucrânia, Rustem Umerov, mantém contato com aliados, em especial os Estados Unidos.

“Compartilhamos todas as informações sobre as violações da Rússia no setor de energia”, declarou o presidente ucraniano.

Na segunda-feira (31/3), Zelensky acusou Moscou de cometer mais de 183 mil crimes de guerra e afirmou que esse número deve aumentar diante dos novos ataques.

“Insistimos que cada violação desse tipo seja documentada e receba uma resposta de nossos parceiros”, acrescentou.

O líder ucraniano voltou a defender o endurecimento das sanções econômicas contra a Rússia, argumentando que Moscou só aceitará um cessar-fogo incondicional sob maior pressão.

“A cessação incondicional de ataques proposta pelos Estados Unidos não está sendo implementada apenas devido à posição da Rússia”, afirmou Zelensky.

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