Segundo um dos peritos presentes no julgamento que investiga morte de Diego Maradona, o ídolo do futebol argentino morreu sem álcool ou drogas de abuso no sangue. A revelação ocorreu nesta terça-feira (1º/4,) na sétima audiência, em San Isidro, ao norte de Buenos Aires.
O ex-jogador Maradona morreu, em novembro de 2020, por causa de um edema pulmonar causado por uma insuficiência cardíaca. No entanto, acredita-se que houve negligência médica e, portanto, o julgamento investiga as reais causas da morte do craque argentino.
“Nenhum dos quatro tubos [de amostras] deu positivo para cocaína, maconha, MDMA, êxtase ou anfetamina”, afirmou o perito bioquímico Ezequiel Ventosi. O especialista foi responsável por analisar as amostras de sangue, urina e saliva de Maradona após a morte.
O depoimento de Ventosi combate a fama de usuário de drogas que Maradona teve ao longa carreira como jogador de futebol. Contudo, a perícia detectou cinco substâncias correspondentes a medicamentos antidepressivos, anticonvulsivantes, antipsicóticos e contra náuseas.
O caso Maradona
Os profissionais que cuidaram de Diego Maradona nos últimos dias de sua vida estão sendo julgados na Argentina. Ao todo, sete profissionais são acusados de negligência aos cuidados com um dos maiores ídolos do futebol argentino, que faleceu em novembro de 2020.
Estão sendo julgados Leopoldo Luque, neurocirurgião; Agustina Cosachov, psiquiatra; Carlos Diaz, psicólogo; Nancy Forlini, coordenadora médica; Mariano Perroni, coordenador de enfermagem; Pedro Pablo Di Spagna, médico; e Ricardo Almiro, enfermeiro.
Caso sejam condenados, os réus poderão enfrentar penas de 8 a 25 anos de prisão. Maradona faleceu durante a recuperação de uma cirurgia cerebral devido a um coágulo. Após exames, um infarto foi apontado como causa da morte do astro argentino.