Leão vence Tuna no sufoco e decide Parazão contra maior rival: vídeo

Clube do Remo e Tuna Luso protagonizaram, nesta quarta-feira, 2, no Mangueirão, em Belém, um clássico eletrizante pela semifinal do Campeonato Paraense. Em jogo único, o Leão Azul venceu por 2 a 1 e garantiu vaga na grande final contra o Paysandu, mas não sem levar um verdadeiro sufoco da Lusa. Foi, sem dúvida, a melhor partida do Parazão até aqui.

Um jogão disputado, de tirar o fôlego, que há tempos não se via em palcos paraenses. A Tuna saiu de cabeça erguida, mas prevaleceu a superioridade azulina, que soube segurar o placar até o apito final, carimbando mais um Re-Pa para incendiar o Mangueirão em duas partidas decisivas.

O primeiro tempo começou com o Remo ditando o ritmo. Logo aos 15 minutos, após uma troca de passes envolvente, Caio Vinicius recebeu na entrada da área e soltou um chute preciso no cantinho, sem chances para o goleiro Lucão. Golaço. Remo 1 a 0. O gol, porém, acordou a Tuna, que até então se segurava com um muro defensivo.

Aos 20 minutos, Wesley, inspirado, imitou o rival: recebeu na entrada da área e mandou um chutaço no canto de Marcelo Rangel. Outro golaço! Tudo igual: 1 a 1. O Leão não se abateu e seguiu pressionando. Aos 26, Alan Rodriguez cobrou uma falta com categoria, a bola explodiu no travessão, e Pedro Rocha, no rebote, quase marcou de cabeça — a bola passou rente à trave.

A Tuna, porém, não se intimidou. Aos 36, Ronald deu show ao driblar três defensores e tocar para Thiago Bagagem, que acertou a trave em um chute potente. Quase a virada. Mas, aos 38, veio o balde de água fria para a Lusa: após um cruzamento na área, a zaga tunante vacilou feio, e Janderson, livre, empurrou para o gol. Remo 2 a 1.

O primeiro tempo terminou assim, com as duas equipes buscando o ataque a todo momento — 45 minutos de pura emoção.

Pressão Lusa e Leão segura

Veio o segundo tempo, e com ele o domínio absoluto da Tuna. O nome da etapa — e do jogo — foi Thiago Bagagem. O camisa 5 parecia um fantasma em campo: estava em todos os setores, jogando como volante, armador, ponta e até atacante. Aos 5 minutos, ele arriscou de longe, mas Marcelo Rangel voou para defender.

Aos 7, driblou o zagueiro, invadiu a área e chutou rente ao poste. Aos 20, Wesley, após pressão intensa, mandou outro petardo que passou raspando a trave. A Lusa amassava o Remo, que sofria para sair do sufoco.

O Leão, acuado, viu a Tuna crescer ainda mais. Aos 29, um lance polêmico: a bola bateu claramente na mão de um zagueiro azulino na área, mas nem o árbitro nem o VAR marcaram o pênalti — um erro que prejudicou a Águia. Vendo o time perdido, o técnico do Remo lançou Adaílton, que entrou descansado e virou a válvula de escape azulina.

Aos 33, ele disparou em velocidade, driblou o marcador e carimbou o travessão; no rebote, Pedro Castro quase fez, mas a zaga salvou em cima da linha. Adaílton trouxe equilíbrio, mas não apagou o brilho da Tuna, que seguiu mandando no jogo.

No fim, apesar do domínio tunante, a bola teimou em não entrar. O Remo, com garra e um pouco de sorte, segurou o 2 a 1 até o apito final. Não seria injustiça se a Tuna tivesse vencido — até mereceu, pelo volume de jogo —, mas, no futebol, quem manda é a bola na rede, e o Leão foi mais eficiente. Fim de papo: Remo na final, Tuna fora, mas com moral.

Que jogo. Foi um clássico para entrar na história do Parazão. A Tuna meteu grande pressão no Remo, especialmente no segundo tempo, com Thiago Bagagem jogando como um maestro endiabrado. O Leão levou sufoco, sofreu com a pressão da Lusa, mas mostrou resiliência e soube aproveitar os vacilos adversários.

No fim, prevaleceu a superioridade azulina na arte de marcar e segurar o placar — uma vitória suada que garante mais um Re-Pa na decisão.

RAIO X DA PARTIDA

Local: Mangueirão

Gols: Caio Vinícius e Janderson (REM) e Wesley (TUN)

Remo: Marcelo Rangel, Kadu (Marcelinho), Klaus, Reinaldo, Alan, Caio, Jaderson, Dodô (Pedro Castro), Janderson Ytalo (Felipe Viseu) e Pedro Rocha (Adailton). Técnico: Daniel Paulista

Tuna: Lucão, George (Pedrinho), Dedé, Bruno, Wesley, Thiago (Bruno), Kauê, Anderson (Paranhos), Jaime, Edgo e Ronaldy (Michel Potiguar). Técnico: Ignácio Neto.

Árbitro: Olivaldo José Alves Moraes (CBF);

Árbitro Assistente 1: Ederson Brito de Albuquerque (CBF);

Árbitro Assistente 2: Acácio Menezes Leão (CBF);

4º Árbitro: Klever da Costa Lobo (CBF);

VAR: Murilo Augusto Amoras de Almeida (CBF);

AVAR: Nayara Lucena Soares (CBF);

Observador VAR: Lúcio Ipojucan Ribeiro de Silva de Mattos (CBF).

MELHORES MOMENTOS E GOLS:

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