Trombose pulmonar: entenda doença grave que afeta jogador do São Paulo

O jogador Luiz Gustavo, do São Paulo, e que já teve passagens pela seleção brasileira, foi diagnosticado com tromboembolismo pulmonar após sentir dores na região do tórax. O clube confirmou a informação, neste sábado (5/4).

´De acordo com a nota, depois de se queixar dos incômodos, Luiz Gustavo foi avaliado pelo departamento médico do clube e encaminhado, imediatamente, para o Hospital Albert Einstein, onde realizou exames que constataram a existência da doença. O atleta foi internado para tratamento e deve passar por novas avaliações nos próximos dias.

O que é tromboembolismo pulmonar?

O tromboembolismo pulmonar (TEP), também chamado de embolia pulmonar e trombose pulmonar, é uma condição médica séria em que um coágulo de sangue entope uma artéria do pulmão. Esse coágulo geralmente não se forma no pulmão, mas sim em outras partes do corpo, como nas pernas. Ao se soltar, ele viaja pela corrente sanguínea até chegar ao pulmão, onde causa a obstrução.

Essa obstrução impede que o sangue chegue a partes do pulmão, o que dificulta a oxigenação adequada do organismo. A gravidade do tromboembolismo depende do tamanho e da quantidade de trombos. Quando eles são maiores, podem afetar a oxigenação do sangue, dificultando o funcionamento de órgãos importantes, como o coração.

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Jogador atuou pela Seleção Brasileira.

Atleta foi diagnosticado com trombose pulmonar.
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Luiz Gustavo é volante do São Paulo.

São Paulo

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Jogador atuou pela Seleção Brasileira.

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Atleta foi diagnosticado com trombose pulmonar.

Pedro H. Tesch/Getty Images

 

“O diagnóstico de embolia pulmonar é um desafio. Sempre que houver um quadro de síncope vista por médico, com alterações de frequência cardíaca, respiratória, e com uma paciente com histórico de imobilização, a embolia pulmonar deve ser pensada como uma suspeita”, explica o pneumologista Jefferson Fontinele, do Hospital de Base do Distrito Federal, em entrevista anterior ao Metrópoles.

Na maioria dos casos, a trombose pulmonar não provoca a morte do paciente. No entanto, se o trombo for muito grande ou muitas artérias forem obstruídas ao mesmo tempo, a doença pode se tornar grave e causar morte súbita.


Como identificar o tromboembolismo pulmonar

  • Os principais sintomas do tromboembolismo pulmonar incluem: falta de ar, dor no peito, sensação de desmaio, taquicardia e respiração acelerada.
  • O diagnóstico da doença é realizado através de exames como ultrassonografia, angiografia por TC e eletrocardiograma.
  • A causa da formação dos trombos nem sempre é clara, mas alguns fatores de risco que estão associados ao problema são: idade avançada, distúrbios de coagulação do sangue, câncer, mobilidade reduzida (por exemplo, após uma cirurgia ou uma doença ou durante um longo passeio de carro ou viagem aérea), cateteres inseridos em uma veia grande para administração de medicamentos ou nutrientes, doenças da medula óssea que tornam o sangue muito espesso, insuficiência cardíaca, infecções, lesão na pelve, quadril ou perna, uma doença renal chamada síndrome nefrótica, grande cirurgia nos últimos três meses, obesidade, gravidez ou o período após o parto, coágulo de sangue prévio, anemia falciforme, tabagismo, AVC, uso de estrogênios, uso de moduladores de receptores de estrogênio e uso de terapia de reposição de testosterona.

Por que a doença pode atingir jogadores de futebol?

Atletas de alto rendimento, como jogadores de futebol, podem se tornar mais suscetíveis ao desenvolvimento de tromboembolismo pulmonar devido a alguns fatores, como: a recuperação de lesões e cirurgias, viagens com longos deslocamentos, desidratação por conta do esforço intenso e uso de suplementos que alteram a coagulação do sangue.

“Durante viagens de avião, permanecemos muito tempo parados e sem movimentar as panturrilhas, então a velocidade do sangue dentro dos vasos diminui, favorecendo o desenvolvimento de coágulos. Além disso, a pressurização da cabine e o ar-condicionado causam desidratação e, consequentemente, aumentam a viscosidade sanguínea”, explica a médica”, exemplifica a cirurgiã vascular Aline Lamaita, da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, em entrevista anterior ao Metrópoles.

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