São Paulo — Após a tempestade da última sexta-feira (26/1) ter causado o alagamento do Beco do Batman e a morte de um homem de 73 anos, a Prefeitura de São Paulo decidiu retomar os estudos para a construção do piscinão da Vila Madalena, na zona oeste da capital paulista.
O piscinão é alvo de uma antiga discussão entre os moradores da região e o poder municipal, e passou por pelo menos três tentativas de ser executado em duas gestões.
Em agenda nessa segunda-feira (27/1), o prefeito Ricardo Nunes (MDB) afirmou que vai retomar o projeto, que, segundo nota da Prefeitura de São Paulo, “está em fase de atualização”.
Entenda o caso:
- Um projeto criado em 2002, durante a gestão de Marta Suplicy (PT), previa a construção de um piscinão na rua Abegoária;
- Em 2005, o piscinão se tornou alvo de uma uma ação no Ministério Público motivada pelo pedido de um grupo de moradores do Jardim das Bandeiras, na zona oeste;
- Moradores questionam o impacto urbanístico da obra, que afetaria a Praça General Oliveira Álvares e causaria danos ambientais;
- Em 2010, a Justiça paulista emitiu uma decisão liminar embargando a obra;
- A gestão de Fernando Haddad (PT) tentou retomar a construção em 2015, questionando no MPSP o embargo da obra sob o argumento que ele resolveria os problemas de alagamento da região. O projeto, mais uma vez, não foi para frente;
- Em fevereiro de 2024, sob a gestão Ricardo Nunes (MDB), a Justiça voltou atrás e concedeu a derrubada do embargo;
- Entre maio e junho de 2024 a Prefeitura de São Paulo realizou audiências e consultas públicas com moradores sobre o assunto.
A retomada do projeto do piscinão da Vila Madalena proposto pela Prefeitura prevê a construção de um reservatório na Praça General Oliveira Álvares. Além dessa obra, Nunes afirmou que será feita com maior urgência a construção do piscinão do Rio Verde, na zona leste de São Paulo.