Santos não é o primeiro a vender nome de seu estádio por R$ 150 milhões

O Santos Futebol Clube está prestes a oficializar a venda dos naming rights da Vila Belmiro. O acordo, que será válido por dez anos, renderá ao Peixe um mínimo de R$ 15 milhões por temporada. Embora o nome da empresa ainda seja mantido em sigilo, o entusiasmo entre os torcedores é evidente.

Entre os adeptos santistas, surgiram comparações com acordos semelhantes firmados pelos clubes São Paulo, Corinthians e Palmeiras. Para esclarecer as dúvidas, a reportagem buscou detalhes atualizados dos contratos destes clubes.

Detalhes do Acordo de Naming Rights da Vila Belmiro

A informação sobre a negociação foi confirmada pelo presidente do clube, Marcelo Teixeira, durante uma reunião do Conselho Deliberativo, realizada na última segunda-feira. Teixeira destacou que a venda dos naming rights da Vila Belmiro não está condicionada à construção de uma nova arena no local. Portanto, o estádio deve receber um novo nome ainda durante a Série B do Campeonato Brasileiro.

O Santos está em constante discussão com a WTorre sobre os detalhes da nova arquitetura prometida para a Vila Belmiro. O clube prioriza o acordo assinado no Memorando de Entendimento (MOU) entre as partes e pretende esgotar todas as possibilidades antes de procurar outras alternativas.

Além do Santos, Quem Mais fez Negócio?

O Palmeiras foi pioneiro entre os clubes paulistas na venda de naming rights. O clube alviverde fechou um contrato com a Allianz antes mesmo da inauguração do Allianz Parque. Inicialmente, o valor era de R$ 15 milhões por temporada, por 20 anos. Com o tempo, o valor reajustou-se para mais de R$ 28 milhões, sempre ajustado pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).

Corinthians seguiu o exemplo vendendo os naming rights de sua arena para a Hypera Pharma, transformando o nome do estádio em Neo Química Arena. O acordo foi os mesmos R$ 15 milhões por temporada, totalizando R$ 300 milhões ao decorrer de 20 anos. Contudo, devido aos ajustes, o valor atual gira em torno de R$ 20 milhões por ano.

Mais recentemente, o São Paulo negociou seus direitos transformando o Morumbi em Morumbis, sob um acordo com a Mondelez, válido por três anos, rendendo aproximadamente R$ 25 milhões por temporada. A Allegra Pacaembu também foi mencionada, pois fechou um colossal contrato com o Mercado Livre de cerca de R$ 1 bilhão, ao longo de 30 anos, renomeando o estádio como Mercado Livre Arena Pacaembu.

Resumo dos Principais Acordos de Naming Rights dos Clubes Paulistas:

  • Palmeiras: Allianz Parque – R$ 28 milhões anuais (ajustado).
  • Corinthians: Neo Química Arena – R$ 20 milhões anuais (ajustado).
  • São Paulo: Morumbis – R$ 25 milhões anuais.
  • Allegra Pacaembu: Mercado Livre Arena Pacaembu – R$ 1 bilhão (30 anos).

Quando o Novo Nome Será Anunciado?

O presidente Marcelo Teixeira anunciou uma entrevista coletiva marcada para esta quarta-feira, às 11h (de Brasília), na Vila Belmiro. Nela, mais detalhes sobre o acordo de naming rights serão revelados. Torcedores e curiosos aguardam ansiosamente as novidades que serão divulgadas nesta conferência.

Impacto Financeiro e Futuro do Santos

O contrato de naming rights, além de modernizar a identidade do estádio, trará importantes recursos financeiros ao Santos. O valor de R$ 15 milhões por temporada será um significativo acréscimo ao orçamento do clube, permitindo investimentos em diversas áreas.

Além do incremento financeiro, a parceria visa fortalecer o vínculo entre a torcida e o time, criando um novo marco na história do clube. Com a possibilidade de uma nova arena, as expectativas são altas para os futuros embates na “Nova Vila Belmiro”.

Com a proximidade do anúncio oficial, o Santos se movimenta para redefinir a identidade da lendária Vila Belmiro, enquanto prepara novos capítulos na história do futebol brasileiro.

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