Após tarifaço dos EUA, Lula afirma que Trump não “é xerife do mundo”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a mencionar a possibilidade de o Brasil adotar o princípio da reciprocidade em resposta à tarifas aplicadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Nessa quarta, o republicano anunciou uma alíquota de 25% sobre a importação de carros não fabricados no país norte-americano.

Em entrevista à imprensa, no Japão, Lula criticou a medida, que vai afetar montadoras japonesas. Além disso, reforçou que acionará a Organização Mundial do Comércio e prometeu taxar produtos americanos caso as ações afetem o Brasil.


Impacto do tarifaço de Trump no Brasil

  • Desde o último dia 12, estão em vigor as tarifas de 25% sobre as importações de aço e alumínio nos EUA. A taxa foi imposta pelo presidente Donald Trump logo após assumir o mandato.
  • A medida afeta diretamente o Brasil, que é um dos principais exportadores do produto para os norte-americanos.
  • Em fevereiro, Trump também mencionou o etanol brasileiro ao decretar a política de reciprocidade de tarifas.
  • “A tarifa dos EUA sobre o etanol é de apenas 2,5%. No entanto, o Brasil cobra uma tarifa de 18% sobre as exportações de etanol dos EUA”, disse Trump.
  • O governo brasileiro argumentou à administração de Trump que as medidas podem “comprometer gravemente” as relações comerciais entre os países.

A jornalistas, Lula se disse “preocupado” com o alcance das medidas de Trump. “Estou muito preocupado com o comportamento do governo americano com essa taxação de todos os produtos de todos os países. Estou preocupado porque, no fundo, no fundo, o livre-comércio é que está sendo prejudicado. Estou preocupado porque o multilateralismo está sendo derrotado. Estou preocupado porque o presidente americano não é xerife do mundo”, disse o petista.

“Eu não sei o que o Japão vai fazer. No caso do Brasil, nós vamos recorrer à OMC e, se não tiver resultado, a gente vai utilizar os instrumentos que nós temos que é a reciprocidade e taxar os produtos americanos. É isso que nós vamos fazer. Espero que o Japão faça o mesmo”, completou.

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