Vespa-mosca-de-vênus: inseto é achado em âmbar de 99 milhões de anos

Uma nova espécie de vespa pré-histórica foi descoberta preservada no âmbar Kachin, em Mianmar, onde ficou por cerca de 99 milhões de anos. A vespa-mosca-de-vênus tem características assustadoras, incluindo abdômen com uma estrutura única, semelhante a uma planta carnívora. O achado realizado por cientistas chineses foi publicado na revista científica BMC Biology nesta quinta-feira (27/3).

“Nada semelhante é conhecido em qualquer outro inseto. O aparelho abdominal arredondado, combinado com as cerdas ao longo das bordas, lembra uma planta carnívora, que usa duas folhas opostas especializadas para capturar insetos”, destacam os pesquisadores da Universidade Normal da Capital, na China.

Os entomologistas identificaram 16 fêmeas fossilizadas e as classificaram como uma nova espécie e família: Sirenobethylus charybdis. Todas elas apresentavam os abdomens de aparência incomum. A parte da frente do animal se assemelha com a de uma vespa moderna, porém a parte traseira tinha abas que lembram uma pinça.

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16 vespas-mosca fossilizadas serviram para os pesquisadores identificarem características dos animais

Ilustração mostra como era a vespa-mosca-de-vênus
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Abdômen da vespa-mosca-de-vênus era assustador

Qion Wu

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16 vespas-mosca fossilizadas serviram para os pesquisadores identificarem características dos animais

Qion Wu

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Ilustração mostra como era a vespa-mosca-de-vênus

Wu, Q., Vilhelmsen, L., Li, X. et al

Os pesquisadores também acreditam que a estrutura servia para agarrar presas, permitindo que a vespa injetasse ovos dentro delas. Esse mecanismo é comum entre vespas parasitas koinobiontes: elas põem ovos em outros insetos para que suas larvas se alimentem deles por dentro.

Não foram encontrados machos da espécie e, por isso, não se sabe se a estrutura também tinha outra função, como auxiliar no acasalamento. “De fato, seria único para as fêmeas dos insetos conterem os machos durante o acasalamento, e não o contrário. Consideramos isso uma função improvável do aparelho abdominal”, dizem os autores do artigo.

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