Traição, homicídio e fraude: polêmicas envolvendo a família Peretto

Envolta em diversas polêmicas desde o ano passado, a prisão do influenciador e empresário Maurício Peretto, preso em operação da Polícia Federal (PF) nessa terça-feira (1/ 4), não é a primeira notícia a colocar a família “Peretto” em evidência.

Muito antes de Maurício ser preso por suspeita de integrar uma das maiores organizações criminosas especializadas em fraudes bancárias eletrônicas contra empresas no Brasil, a família protagonizou um escândalo mídiatico envolvendo um triângulo amoroso e um assassinato.

Igor Peretto, irmão de Maurício, foi morto a facadas em 31 de agosto do ano passado. Ele foi esfaqueado por Mario Vitorino, seu cunhado, amigo e sócio, após supostamente ter descoberto que estava sendo traído pela esposa, segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP).

Repercussão

O assassinato de Igor ganhou repercussão nacional sobretudo por ter revelado um triângulo amoroso envolvendo sua esposa, Rafaela Costa, sua irmã Marcelly Peretto e seu amigo Mario Vitorino, casado com Marcelly.

Rafaela estaria tendo um caso com Mario Vitorino, amigo e sócio de Igor. De acordo com o depoimento de Rafaela à polícia, ela e Marcelly também seriam amantes. Para o MP, Igor foi assassinado pois atrapalhava o triângulo amoroso, hipótese negada pela defesa dos réus.

Quando Igor foi morto, Rafaela não estava no apartamento de Marcelly. Apesar disso, ela estaria envolvida no crime, já que teria atraído o marido para o apartamento para ser executado, segundo a investigação.

Pouco mais de oito meses após o crime, os três permanecem presos e aguardam audiência, marcada para o dia 7 de maio, para decidir se vão a júri popular.

Fraude milionária

Nessa terça-feira (1/4), o sobrenome voltou a sair nas mídias. O empresário e influenciador digital Mauricio Peretto, irmão de Igor, foi preso na Operação Tripeiros da Polícia Federal. As investigações, que duraram mais de 1 ano, revelaram que os criminosos acessavam dados de clientes empresariais e criavam páginas falsas (sites “clones”) de bancos, induzindo as vítimas, por meio de engenharia social, a acessarem os endereços fraudulentos.

A quadrilha operava com sofisticação tecnológica e logística, utilizando sucessivas camadas de contas bancárias de terceiros — os chamados “laranjas” — para dificultar o rastreamento dos valores. Segundo a PF, os investigados mantinham inclusive agentes especializados no recrutamento dessas pessoas, que recebiam comissões para emprestar suas contas ou intermediar as transferências.

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O grupo criminoso conseguiu furtar cerca de R$ 1 milhão em menos de 24 horas, espalhando o valor entre 70 contas bancárias de “laranjas” em pelo menos 12 estados brasileiros..

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