Bate-boca de Emicida e Fióti chocou funcionários: “Muito pesado”

A crescente tensão entre os irmãos Emicida e Evandro Fióti, ex-sócios da gravadora Lab Fantasma, teve um episódio marcante na véspera do anúncio oficial do rompimento da parceria.

De acordo com informações divulgadas pelo portal LeoDias, uma reunião interna realizada no dia 27 de março terminou de forma inesperada quando Emicida deixou o encontro após uma discussão acalorada com Fióti, deixando os colaboradores da empresa chocados.

Relatos obtidos pela publicação apontam que o desentendimento ocorreu na frente de todos os funcionários, gerando um clima de incerteza dentro da gravadora.

Funcionários preocupados

Durante a conversa, o rapper teria interrompido as falas do irmão e, em determinado momento, encerrou abruptamente o encontro, saindo sem dar explicações. O episódio gerou uma onda de preocupação entre os trabalhadores, que usaram o canal interno de denúncias da Lab Fantasma para expressar seus receios sobre o futuro da empresa.

“Nunca imaginei ver os dois brigando desse jeito, ainda mais na frente de todo mundo. O Emicida não quis ouvir o Fióti, simplesmente disse que a reunião estava encerrada e saiu. Foi uma cena muito triste. Sei que desentendimentos acontecem em qualquer família, mas e agora? O que será da Lab? Será que vai acabar? Passei o dia pensando se amanhã ainda vou ter trabalho, se devo procurar outro emprego, porque sempre vi a Lab como os dois irmãos juntos”, escreveu um colaborador.

Crise de ansiedade e incerteza

Outro funcionário relatou que a situação gerou impactos emocionais, levando a crises de ansiedade e incerteza sobre a continuidade da empresa.

“Hoje acordei tremendo, chorando, sem conseguir focar em nada. O pior é o medo de falar qualquer coisa, porque, sinceramente, quem vai acolher a gente? Ver o Fióti e o Emicida brigando daquele jeito na frente de todo mundo foi muito pesado. Sempre os vi como uma dupla inseparável, desde quando eu era apenas um fã. O que mais me impactou foi o Emicida simplesmente ir embora no meio da reunião sem ouvir ninguém, sem responder nada. Foi como se ele tivesse virado as costas para a gente”, relatou.


Entenda a polêmica

  • Em 14 de março, Fióti entrou na Justiça contra Emicida após desentendimentos na gestão da Lab Fantasma.
  • O rapper revogou a procuração do irmão, impedindo seu acesso às contas bancárias da empresa.
  • A defesa de Emicida acusa Fióti de transferir cerca de R$ 6 milhões para contas pessoais sem justificativa.
  • Advogados de Fióti afirmam que R$ 2 milhões foram distribuídos igualmente entre os irmãos, conforme combinado.
  • A defesa apresentou um e-mail de janeiro de 2025 para provar o suposto acordo sobre a divisão dos valores.
  • O caso segue nos tribunais, e o futuro da Lab Fantasma permanece incerto.

O embate judicial entre os irmãos

O rompimento entre Emicida e Fióti não se limitou ao ambiente corporativo e chegou aos tribunais. Desde o dia 14 de março, um processo sob segredo de justiça tramita, movido por Evandro Fióti contra o irmão. O impasse começou quando Emicida revogou a procuração que dava ao sócio acesso às contas bancárias da empresa, levantando suspeitas de movimentações financeiras não autorizadas.

A equipe jurídica do rapper alega que a decisão foi tomada após a detecção de transferências que totalizam aproximadamente R$ 6 milhões. Segundo a defesa de Emicida, uma análise dos extratos bancários revelou movimentações de R$ 2 milhões no início de 2025, além de outras transferências identificadas em 2024.

Os advogados argumentam que os valores foram direcionados para contas pessoais de Fióti sem justificativa aparente.

Entre os valores listados na documentação judicial, constam diversas transferências realizadas entre junho de 2024 e fevereiro de 2025, algumas chegando a R$ 500 mil por vez.

Fióti se defende e alega distribuição igualitária dos valores

A defesa de Evandro Fióti rebate as acusações e sustenta que as transferências realizadas em 2025 foram previamente acordadas entre os irmãos. Segundo seus advogados, os valores movimentados no início do ano foram divididos de maneira equitativa, e Emicida também teria recebido R$ 2 milhões dentro do mesmo período.

Para reforçar sua argumentação, a equipe jurídica de Fióti anexou ao processo um e-mail enviado para o endereço profissional de Emicida em 20 de janeiro de 2025, informando sobre a distribuição de lucros entre os sócios. Além disso, a defesa destacou que as transferências destinadas ao rapper foram feitas ao longo de fevereiro, incluindo depósitos de R$ 500 mil nos dias 7, 13, 18 e 20 daquele mês.

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