Empresário com contrato de R$ 600 milhões com a Fazenda critica Haddad

Dono da revendedora de software Brasoftware, Jorge Sukarie Neto é um homem de coragem. Mesmo após obter um contrato de R$ 606 milhões com o Ministério da Fazenda, o empresário lançou duras críticas ao titular da pasta, Fernando Haddad.

Sukarie criticou a atuação do ministro por instituir a cobrança de imposto para uma ferramenta digital utilizada em transações financeiras –a API [sigla em inglês para Interface para Programação de Aplicativos]. “É absurdo e inaceitável que o governo queira, agora, mudar as regras do jogo e cobrar pelo uso das APIs. Nunca houve a discussão que traria custo para o desenvolvedor e para as empresas. Durante a tramitação da Reforma Tributária não se falou nisso. É uma obrigação social imposta por uma lei e [agora] vamos ter de pagar? O que vai acontecer é que o consumidor é que vai pagar a conta”, afirmou o empresário durante uma recente coletiva de imprensa.

Outra crítica contundente foi feita quando o petista tentou acabar com a política de desoneração da folha de pagamentos via medida provisória. “A decisão da Fazenda foi muito, muito ruim”, disparou Sukarie. Ambas as declarações do empresário foram feitas na condição de conselheiro da Associação Brasileira de Softwares (Abes).

Segundo o Portal da Transparência, a Brasoftware recebeu mais de R$ 1 bilhão de recursos oriundos do governo federal e foi beneficiada com cerca de R$ 1,5 milhão em isenções fiscais e 132 emendas parlamentares que totalizam R$ 9.1 milhões.

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Agosto de 2023 - Governo implementa a taxação do Imposto de Importação (20%) para todas as compras internacionais, incluindo as abaixo de US$ 50, após pressão do varejo nacional

Fernando Haddad, ministro da Fazenda
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Empresário Jorge Sukarie

Reprodução / ABES

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Agosto de 2023 – Governo implementa a taxação do Imposto de Importação (20%) para todas as compras internacionais, incluindo as abaixo de US$ 50, após pressão do varejo nacional

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

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Fernando Haddad, ministro da Fazenda

Reprodução/YouTube

Procurada pela coluna, a Brasoftware informou que as declarações “foram feitas na condição de líder setorial, numa reivindicação que englobava 17 setores econômicos [beneficiados pela desoneração da folha de pagamento]”. Disse ainda que “não se beneficiou de qualquer renúncia fiscal ou emenda parlamentar”, a despeito das informações no site oficial do governo.

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