Proposta polêmica de fim das eleições a cada dois anos avança no Senado

Proposta será votada até meio do ano. Créditos: depositphotos.com / rafapress.

Em 2025, o cenário político brasileiro está em discussão com a proposta de emenda à Constituição (PEC 12/2022), que visa modificar o calendário eleitoral do país. A proposta, apresentada pelo senador Jorge Kajuru, do PSB de Goiás, sugere a unificação das eleições municipais e nacionais, com o objetivo de realizar todas as votações de cinco em cinco anos. Essa mudança busca simplificar o processo eleitoral e reduzir os custos associados às eleições frequentes.

Atualmente, as eleições no Brasil ocorrem a cada dois anos, alternando entre eleições municipais e nacionais. A PEC propõe que, a partir de 2030, todas as eleições sejam realizadas simultaneamente, elegendo presidente, governadores, prefeitos, deputados e senadores em um único pleito. Essa medida também inclui a proibição da reeleição para cargos executivos, como prefeitos, governadores e presidente da República.

Quais são os objetivos da proposta?

A PEC 12/2022 tem como principal objetivo a redução dos custos eleitorais. Atualmente, o Brasil realiza três eleições em um período de quatro anos, o que gera gastos significativos com fundos eleitorais. A proposta busca diminuir esses custos ao concentrar as eleições em um único evento a cada cinco anos. Além disso, a PEC visa aumentar a participação feminina na política, reservando 20% das cadeiras nas Casas Legislativas para mulheres.

Outro objetivo da proposta é aumentar a eficiência do processo eleitoral, evitando a dispersão de esforços e recursos em eleições frequentes. Com a unificação, espera-se que o foco dos governantes e legisladores se mantenha na administração pública e no desenvolvimento de políticas de longo prazo, sem interrupções frequentes causadas por campanhas eleitorais.

Como a proposta impactará o cenário político brasileiro?

Se aprovada, a PEC 12/2022 trará mudanças significativas para o cenário político brasileiro. A unificação das eleições pode levar a uma maior estabilidade política, uma vez que os mandatos serão mais longos e não haverá reeleição para cargos executivos. Isso pode incentivar os governantes a focarem em projetos de longo prazo, sem a pressão de campanhas eleitorais frequentes.

Além disso, a reserva de cadeiras para mulheres nas Casas Legislativas pode promover uma maior inclusão de gênero na política, incentivando a participação feminina e diversificando a representação política no país. Essa mudança pode contribuir para um debate político mais abrangente e inclusivo, refletindo melhor a diversidade da sociedade brasileira.

Quais são os próximos passos para a aprovação da PEC?

O relator da matéria, senador Marcelo Castro, do MDB do Piauí, apresentou um novo relatório à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em 2025. A comissão adiou a análise da matéria para realizar audiências públicas, permitindo um debate mais amplo sobre a proposta. O presidente da CCJ, senador Otto Alencar, espera que a matéria seja votada antes do recesso parlamentar, para que possa seguir para o plenário do Senado Federal.

Se aprovada pelo Senado, a PEC ainda precisará passar pela Câmara dos Deputados antes de ser promulgada. Caso a proposta seja aceita, as mudanças começarão a ser implementadas nas eleições de 2030, com prefeitos e vereadores eleitos em 2028 cumprindo mandatos de apenas dois anos para alinhar o calendário eleitoral.

A PEC 12/2022 representa uma tentativa de modernizar o sistema eleitoral brasileiro, buscando maior eficiência e inclusão. O debate em torno da proposta continua, com diversos setores da sociedade avaliando os impactos e benefícios potenciais dessa mudança significativa no processo eleitoral do país.

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